quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

A intrigante investigação do banco Master



Ainda que o ministro Dias Toffoli tenha definido o Supremo Tribunal Federal como competente para investigar a fraude praticada pelo banco Master, com base numa ligação do caso com o deputado federal João Carlos Bacelar, que teria foro especial, ate o momento, não se demonstrou nenhum fato que comprovasse essa suposta ligação.
A unica ligação, para que essa definição ocorresse, foi a viagem ao Peru, para assistir uma partida de futebol, num avião particular no qual Toffoli estava acompanhado de um dos advogados do banco Master.
Qual seria a intenção do eventual pedido do advogado à Toffoli, durante a viagem? 
Não se sabe.
Mas causou estranheza que, apos a viagem de Toffoli, este tenha decretado sigilo total aos autos.
Qual a razão desse sigilo, se todos os prejudicados pela fraude querem saber, exatamente, quem são os responsáveis pelo enorme prejuizo, que tiveram, e que punições eles estarão submetidos.
Essa é outra questão sem uma resposta convincente.
Para completar essas duvidas, ha outro ingrediente, que foi a descoberta de que a esposa de outro ministro do STF, Alexandre de Moraes, detêm, em seu escritório, um contrato milionário com o banco Master. 
Queria Toffoli preservar a imagem do colega?
Se o contrato for legal, nada ha que se preservar.
Embora não seja ilegal, conforme entendeu o Procurador Geral d Republica, Paulo Gonet, haveria impedimento do ministro Alexandre de Moares de julgar o caso, conforme estabelece legislação vigente, além de infringir a moralidade e ética, conforme entendem especialistas no assunto.
Para que fossem respeitados esses entendimentos, bastaria Moraes se declarar impedido e, se fosse este o caso, não haveria necessidade do processo ser sigiloso.
Esse caso rumoro tem outras anomalias.
Outra instituição publica, que, segundo especialistas, não deveria ter se intrometido, foi a investigação que o Tribunal de Contas da União se prontificou a fazer.  
Lembrando que a maioria dos integrantes do TCU são ex-congressistas.
Teriam os atuais congressistas, com ligações com os ministros do TCU, de alguma forma participado das fraudes no banco Master e, preocupados com sua exposição num eventual  envolvimento, estarem tentando abortar as investigações para não serem alcançados pela Lei?
Se realmente houver ligações de congressistas no caso, embora, ate o momento, não tenham surgidos nomes, a menos do deputado, que nada tem a ver com o caso, mas  usado como justificativa por Toffoli, este estaria agindo corretamente ao puxar da primeira instancia para o STF a investigação.
A Lei prevê que congressistas tenham foro especial.
Mas, não explica o sigilo total.
Ou é, exatamente, por envolver congressistas que Toffoli, sabendo de antemão disso, impôs sigilo total para que, supostamente, o STF manipule o julgamento para inocentar os congressistas amigos e ninguém fique sabendo?
O fato é que a correta liquidação do banco Master causara imenso prejuizo a investidores, em especial, aqueles cujas aplicações superam o valor máximo preservado pelo Fundo Garantidor de Credito, assim como aos Fundos de Pensão de funcionários públicos, de municípios e estados, cujos gestores agiram sem a devida cautela, que se espera de quem administra bem publico.
E os responsáveis direta e indiretamente pela fraude ficarão impunes?    
Na medida que os pesos e contrapesos institucionais forem corroídos, pelos seus integrantes, que colocam seus interesse pessoais acima do interesse publico, resultando em proteções mutuas entre eles, nossa democracia corre serio risco. 



quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

A reação aos abusos das autoridades


Temos assistido, quase que diariamente, abusos das autoridades, que perderam o pudor e estão cada dia mais ousados.
Fazem isso porque acreditam em sua invulnerabilidade e, se pegos em seus malfeitos, em sua impunidade.
De fato, estão certos.
Isso tornou-se realidade.
Mas, isso só acontece porque sabem que temos medo de derruba-los.
Interessante que nosso medo é contra o poder, que é algo intangível, pois o poder é efêmero.
Quantos já não o tiveram, por um tempo, e depois perderam.
O exemplo próximo é Jair Bolsonaro, que foi Presidente da Republica, cheio de poder e hoje esta preso.
Imaginamos que, como eles tem poder, podem nos manietar.
E conseguem porque aceitamos passivamente esse medo.
Veja o resultado daqueles que participaram do ato de 8 de janeiro de 2023, que foram presos e condenados.
Isso só aconteceu porque o ideal desse grupo não sensibilizou grande parte da população.
Se fossem em maior numero, teriam tido sucesso e os que os condenaram é que estariam presos.
Então, no momento em que nos sentirmos, realmente, indignados com tudo o que acontece no andar de cima do poder, o medo se dissipará e trilharemos o mesmo caminho, que outras nações fizeram, quando a saturação chegou no limite.
Ainda que não possa parecer, vivemos numa democracia não autoritária.
Não ha soldados nos espreitando em cada esquina para nos intimidar.
Como acontece, por exemplo, nas ditaduras de Cuba, da Coreia do Norte e da Venezuela, que prendem e matam quem for contra o governo.
Quando ha intimidação explicita, o medo é real.
Se reagirmos nos matam sem piedade, como fizeram e fazem governos tiranos, como vemos o que acontece, agora, no Irã, diante das manifestações contra o governo.
Mas, mesmo assim, o povo iraniano chegou em seu limite de tolerância e continuam a contestar e a enfrentar o governo.  
Talvez, consigam derruba-lo.
Não será tarefa fácil, pois o povo não tem armas
Quem as tem é o poder.
Aqui no Brasil, percebi que, no momento seguinte á prisão dos insurgentes de 2023, fomos tomados pelo medo e nos recolhemos calados.
Mas, as vozes de contestação a tudo de ruim que assistimos voltaram com vigor.
Assistimos, abertamente, nas mídias jornalisticas criticas contundentes contra autoridades, que ate então não eram feitas.
Nas mídias sociais, acontece o mesmo.
Ha um processo de ebulição contra esse abusos.
Tanto o é que, por exemplo, o ministro Fachin, percebendo a crise envolvendo Alexandre de Moares e Dias Toffoli, no caso Master, retornou, antecipadamente, das suas ferias para tentar convencer seus pares da necessidade de um código de ética.
Se não houver contenção dos abusos das autoridades haverá um momento em que poderemos ter uma revolução francesa.


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Haddad vai ou fica?

 


Haddad é o sucessor natural de Lula como candidato a Presidente em 2030, quando se encerra a era lulista como candidato único do PT a Presidente.
Foi seu fantoche na eleição de 2018, quando Lula, que estava preso, manteve sua candidatura ate o ultimo momento e empurrou Haddad para a derrota frente a Bolsonaro.
Na politica, dizem, ser Governador do estado de São Paulo, é um passaporte para se habilitar a candidatura à Presidente da Republica.
Embora, o ultimo Governador de São Paulo, que se elegeu Presidente foi Jânio Quadros, em 1960!
De la pra cá, todos tentaram sem sucesso:
Paulo Maluf, em 1984, em eleição indireta, e em 1989; Jose Serra, em 2002 e em 2010; Geraldo Alckmin, em 2006 e em 2018, e ate João Doria, em 2022, mas abandonou a candidatura no meio do caminho.
Lula quer que Haddad se candidate a Governador no estado de São Paulo, em 2026, acreditando que consiga vencer e se habilitar para sucede-lo em 2030.
Além, é obvio, de Lula precisar de um candidato no estado, que possa lhe trazer votos em sua candidatura a reeleição a Presidente.
Haddad esta cauteloso diante da incerteza de quem sera o candidato da direita a Governador, pois embora o atual Governador Tarcísio afirme que se candidatara à reeleição, ainda não foi encerrada em definitivo sua candidatura a Presidente.
Por isso Haddad mantem sua posição de não candidato.
Não é tolo.
Sabe que, se Tarcísio tentar a reeleição, terá mais uma derrota para acrescentar em seu currículo, que foram: reeleição à Prefeito da cidade de São Paulo, em 2016; a Presidente, em 2018, e a Governador de São Paulo, em 2022, justamente para Tarcísio.
Mais uma derrota poderá queimar suas pretensões para 2030!
Se Tarcísio mantiver sua candidatura à reeleição a Governador, restará a Haddad tentar uma das duas cadeiras ao Senado, que também é objeto de cobiça de Lula e do PT para tentar quebrar a hegemonia, que a direita quer emplacar no Senado.



segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Quando a privatização é necessária


É praxe ouvir da turma da direita que a turma da esquerda é contra privatização por ideologia politica.  
Ainda que, no passado, os governos, pelo mundo, tenham adotado, com mais ou menos determinação, o conceito de que cabe ao estado fomentar o desenvolvimento e o crescimento econômico, através de investimentos públicos, essa teoria esgotou-se, diante da necessidade cada vez maior de investimentos, que o estado não conseguia disponibilizar.
O resultado disso, sem falar na habitual corrupção, é que os governos de esquerda, pelo mundo, por manter esse conceito não conseguiram acompanhar o desenvolvimento mundial.
No Brasil, essa ideologia de esquerda não é por acreditar que mantida a estatal, o serviço será melhor prestado e terá custo operacional menor.
Ao contrario, como se vê nos Correios, ha uma falta de compromisso dos dirigentes das estatais em melhorar a qualidade dos serviços e de administrar com eficiência, para que o preço do serviço seja competitivo e suficiente para manter o equilíbrio financeiro.
O que se observa são excessos de empregados e altos salários, com o único objetivo de atender a clientela politica, que exige cargos para apoiar o governo.
Dai advêm o prejuizo, que experimentam.
Diante da redução orçamentaria para investimento, que chegou a 2% do PIB durante a ditadura militar e que veio reduzindo ano apos ano, chegando hoje na casa de 0,5% do PIB, os governos tiveram que adotar a concessão na infraestrutura, para evitar um colapso,  que impediria o desenvolvimento do Brasil.
A concessão é um dos modelos de privatização, pois quem passa a prestar o serviço não é mais o estado, mas a iniciativa privada, sem que o governo precise abrir mão de seu patrimônio
Não que o modelo de concessão seja uma novidade.
No passado, em razão da arredação de impostos ser bem menor, comparada com a de hoje, havia carência de recursos para investimentos públicos.
Assim, já naquela época se adotou o modelo de concessão.
No Brasil Império, foi feita a mais significativa dela com a concessão da primeira estrada de ferro, em 1852, para o Barão de Mauá.
Outras tantas foram feitas, como a concessão do porto de Santos, em 1890, para um grupo de empresários, entre eles a família Guinle. 
Outra importante concessão foi dada à Light, em 1905, para operar no Rio de Janeiro.
Assim, desde 1995, durante o governo FHC, que aprovou a Lei das concessões, deu-se inicio a implementação desse modelo, com FHC realizando, em 8 anos, 26 concessões.
Ate hoje foram implementadas 160 concessões em infraestrutura.
Lula começou a adotar esse modelo só a partir de 2007, em seu segundo governo.
Interessante que no governo de direita de Bolsonaro foram realizadas 45 concessões e no governo de esquerda de Lula 3 foram 50!
Paralelamente à concessão também foi adotada a Parceria Publico Privada, que está alavancando e modernizando diversos serviços públicos, que estavam defasados.
Elas foram formalizadas a partir de Lei de 2004, durante o governo Lula.
A esquerda é a ideológica ate onde não lhe quebrar as pernas.
Mas, mesmo com as concessões em numero expressivo ainda é preciso o governo aceitar que a privatização é a melhor maneira de evitar rombos orçamentários e mover o estado para sua função principal, que não é ser empresario, mas ter uma administração burocrática com menor intervenção em investimentos, garantir a ordem, a justiça, a proteção dos direitos e das instituições do estado, assim como promover ações para mitigar desigualdades sociais.      


 

domingo, 18 de janeiro de 2026

O tabuleiro eleitoral da direita para candidato a presidente, em 2026.




Ate 2022 Michelle era a primeira dama do governo de Jair Bolsonaro.
Logo apos o casal deixar a presidência de republica, Jair foi para o EUA, onde ficou ate março de 2023, enquanto sua mulher Michelle retornou a Brasilia, em janeiro, para que, em fevereiro, ela ingressasse no PL, no cargo de presidente nacional do PL mulher, a convite de Valdemar Costa Neto, presidente da sigla.
Valdemar, que é um politico hábil, com excelente faro para encontrar oportunidades, que lhe revertam mais poder, diante da derrota eleitoral de Jair, em 2022,  vislumbrou nela uma força politica para manter vivo o bolsonarismo entre as mulheres e, quiça, uma candidata forte para disputar a presidência da republica, caso seu marido Jair ficasse impedido de se candidatar em 2026, em razão dos desdobramentos judiciais, que poderiam atingi-lo, como aconteceu, em razão da tentativa de golpe de 8 de janeiro.
Talvez, por pensar que mulher não é parente, Jair Bolsonaro, no final de 2025, decidiu que a aposta de Valdemar em Michelle era equivocada.
Sentiu-se mais confiante em apoiar, como candidato a presidente, para substitui-lo, seu filho mais velho, Flavio.
Assim lançou sua candidatura.
Entretanto, Michelle Bolsonaro foi picada pela mosca azul, que todo ser é picado, quando, do nada, resolve ingressar na politica. 
Michelle não gostou da decisão de seu marido Jair, pois acreditava que ela seria a candidata a presidente escolhida por ele.
Os filhos de Jair, que apesar de terem percepção aguçada para enxergar caminhos que possam ajuda-los, mas sempre tomam decisões erráticas, como fez Eduardo no caso das sanções impostas por Trump, entenderam a vontade de Michelle e entraram em atritos com ela. 
Por outro lado, o governador Tarcísio também acreditava que Jair o indicaria como seu candidato preferido.
O apoio da direita e do mercado financeiro, que vê nele o candidato que colocará as finanças do Brasil em ordem e, como consequência, fara com que os juros da SELIC caiam para um nível, que recupere a capacidade de investimento das empresas privadas, são seu cacife.
Situação que não é mesma de Flavio, apesar de herdar os votos do pai.  
Com a definição do nome de Flavio, Tarcísio recolheu-se, afirmando que seria candidato a reeleição a governador de São Paulo, mas, continuou apostando numa mudança politica, que fizesse com que Jair mudasse de ideia.
Especula-se que a decisão da transferência de Jair da prisão na PF para a Papudinha, tenha sido por influencia de Tarcísio e de Michelle, junto a Alexandre de Moares.
O sucesso deu-se porque os dois adotaram uma conversa cordial com o ministro, que é  mais palatável à opinião pública, ao invés das investidas agressivas contra o Supremo, que os filhos de Jair Bolsonaro continuam praticando e que nada colaboram para a melhorar as condições de prisão do pai.
A ponto de políticos de direita e, mesmo, alguns bolsonaristas aplaudirem a atuação de ambos e parabenizarem Michelle e Tarcísio pela conquista de melhores condições da prisão de Jair no cumprimento da pena.  
Essa cartada pode agradar Jair, que, diante de melhor acomodação prisional, pode rifar o filho, como já fez anteriormente, quando foi de interesse pessoal dele, fazendo-o lançar a dobradinha Tarcísio presidente e Michelle vice. 
Simultaneamente, e não por acaso, a esposa de Tarcísio postou nas redes sociais a emblemática frase:
"Nosso pais precisa de um novo CEO, meu marido".
Que Michelle repostou.
Os filhos de Bolsonaro, reagiram.
Carlos publicou, sobre Michelle, que " o verdadeiro intento, ainda que de forma dissimulada, é medir forças com o próprio Jair Bolsonaro".
Como se diz no futebol, o jogo só acaba quando termina.
A data para o fim do jogo é abril, quando, Tarcísio deve optar ou não a ser candidato a presidente.
Se optar, terá que se descompatibilizar do cargo de governador e renunciar ao mandato.






sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Ainda sobre a complexidade da próxima eleição


Quando se ouve que o poder emana do povo e em seu nome sera exercido, imaginamos que é uma verdade em si mesma.
O poder, realmente, emana do povo, num ambiente democrático, através das eleições.
Mas, a parte que diz "em seu nome sera exercido", é uma ilusão.
Por uma serie de fatores.
Começa pelos candidatos, que se apresentam nas eleições.
Muitos deles, se eleitos, não tem a menor capacidade de representar seus eleitores.
Ser politico com P maiúsculo é uma arte.
Pena que não os temos em abundancia.
Muitos chegaram a ser candidatos porque são parentes de políticos, que já estão no poder, que querem manter a dinastia, para que possam permanecer no comando ou manter a família na sucessão deles.
Outros são celebridades midiáticas, que por serem conhecidos, tem potencial de se eleger, pois o povo os venera em seu campo de atuação, ignorando que não são capazes de representa-los.  
Estes, uma vez eleitos, viram marionetes dos políticos, que estão no poder ha algum tempo, que os manobram conforme seus interesses. 
Por outro lado, os eleitores não fazem suas escolhas com racionalidade.
Por isso, inclusive, elegem celebridades.
Os eleitores seguem a logica dos políticos populistas, que é dar alguns benefícios, quando estão no poder, para que o eleitor fique na expectativa de mais benefícios do politico, se reeleito. 
Por essa razão, os políticos do poder Legislativo conquistaram o direito de emendas no orçamento.
O objetivo deles é direciona-las a seu curral eleitoral, agradar seus eleitores com benefícios populistas e aguardar que o reelejam.
No Executivo acontece a mesma coisa.
Os projetos não visam uma melhora das condições da nação, do estado, do município. 
Por isso, por exemplo, o saneamento básico encontra-se em situação lastimável.
Falta da água potável e esgoto tratado ainda não foram universalizados.
Já dizia, no passado, Adhemar de Barros, ex governador de São Paulo, que não fazia obras de saneamento, pois como elas eram enterradas, o povo não as via e  não valorizariam sua gestão.
Veja o caso da próxima eleição para presidente.
Como o ex presidente Jair Bolsonaro conseguiu criar em torno de si uma forte adesão de seus eleitores, ao invés de pensar no bem do pais e apoiar um candidato capaz de enfrentar a reeleição de Lula, pensou nos interesses pessoais dele e indicou seu filho Flavio.
Mesmo sabendo do risco dele perder a eleição.
Nesse momento da politica nacional, não esta mais em jogo a ideologia, que esteve presente nas duas ultimas eleições presidenciais.
Desta vez, esta em jogo a gestão.
Tarcísio sabe disso, tanto o é que afirmou que o Brasil precisa de um novo CEO.
Flavio, ao que se sabe, nunca foi um CEO.
Teve uma loja de venda de chocolates, mas sem importância.
De resto sempre foi um politico sem expressão.
Tarcísio é competitivo, pois participou de governos anteriores, em cargo de gestão, e é o atual governador de São Paulo com boa avaliação.
Tanto o é que se candidatar-se a reeleição para governador, vencera a eleição.
Lula, mesmo a contragosto de  seus opositores, fez uma boa gestão nos dois mandatos anteriores, cuja lembrança lhe rendeu ser eleito pela terceira vez, assim como na atual.
E Lula apresentará, em sua campanha, tudo aquilo que o identifica como um bom gestor.
No âmbito internacional  Lula vai explorar a tolice do irmão de Flavio, Eduardo, que motivou Trump a impor sanções ao Brasil, mas que Lula acabou revertendo, ao sair por cima como um bom negociador. 
Isso, sem falar na assinatura do acordo Mercosul com a  União Europeia, que tanto ele trabalhou para essa conquista.
No âmbito nacional, a maior expressão se dará pela sua conquista na aprovação da isenção do Imposto de renda para quem ganha ate R$5 mil por mês. 
Ha outras tantas ações, que por serem populistas, lhe garantirão reconhecimento.
Como estamos na fase dos políticos decidirem quem serão os candidatos a presidente, nós, eleitores, temos pouco a fazer, restando-nos apenas  aguardar as decisões, para que possamos eleger aquele que o povo julgar melhor.
Pena que a minha voz o vento leva. 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

A complexidade da próxima eleição




A eleição esta se aproximando e as discussões giram, naturalmente, em torno das candidaturas a presidente da republica.
Apesar de vivermos um presidencialismo, o poder executivo perdeu grande parte de sua força. 
Desde o governo Dilma o poder legislativo começou a ganhar poder e, hoje, detêm parcela importante da parte livre das obrigações do orçamento nacional.
Essas obrigações dominam em torno de 90% do orçamento. 
Assim, a margem de manobra para o executivo implementar seus planos de governo, que estavam restritas, ficaram menores.
Com isso, vivemos um semi parlamentarismo e a eleição para congressistas tornou-se mais importante do que supúnhamos. 
Mas, não é apenas o poder econômico que os fortaleceram.
Essa atuação pragmática de apoio ao presidente, seja ele quem for, pela obtenção de cargos  e verbas, que o "centrão" pratica, desde a democratização, esta em mudança estrutural.  
A ideologia politica de parte do brasileiro comum acompanhou a onda mundial de transformação e caminhou em direção à uma direita mais radical, cheia de preconceitos sociais, que a sociedade parecia haver superado, contestando todos avanços progressistas.
Simultaneamente, houve uma grande mudança na fé religiosa, que de católica  tornou-se evangélica, que carrega um conservadorismo moral hipócrita. 
Essa massa adotou o bolsonarismo como polo politico, em contraposição à esquerda e, oportunisticamente aliada ao centrão, ate conseguirem se livrar dele.
Embora não sejam maioria, tem relevância no cenário politico e estão determinados a tomar o poder para impor sua ideologia.
Assim, aqueles, que tentam se situar no centro, centro-esquerda, devem estar mais atentos nos candidatos da Câmara Federal e. principalmente, do Senado.
Serão eles que, se formarem maioria e se forem de oposição ao presidente eleito, manobrarão as pautas e manterão a vida politica do presidente em suas mãos.
O Supremo entendeu essa possibilidade e, ano passado, tentou impor uma blindagem para impedir que essa eventual maioria fosse hostil a eles.
Como houve reação tanto na politica, como na opinião publica e, por ter o atual 
presidente do Senado alinhamento com ministros do STF, o Congresso promoveu uma reforma na antiga Lei de impeachment, restringindo a possibilidade de remoção de ministros do STF do cargo.
O presidente Lula também sabe disso.
Colocou o PT e satélites de prontidão, não para formar maioria, que sabe que nunca conseguirão, mas para ter numero minimo para tentar impedir uma submissão total, caso ele consiga se reeleger.
Por essa razão, o bolsonarismo escolheu Flavio Bolsonaro.
Flavio não tem a missão de se eleger presidente, pois não teve adesão do centrão e tem alta rejeição. 
Dificilmente se elegera, mesmo herdando o potencial de votos do pai Jair.
Tarcísio, que era o escolhido do centrão, tem mais chace de se eleger presidente.
Mas, não atende a necessidade dos bolsonaristas de eleger o maior numero de congressistas, que puderem, para, com esse poder, atingirem seus objetivos de poder e, quem sabe, tirar Jair da prisão. 

 

 

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Trump, o equilibrista




Trump inaugurou essa segunda presidência com uma maneira inusual de governar.
Centralizou o poder em suas mãos, rompendo o modelo politico de governar por delegação e negociar com seus pares políticos.
O problema nesse modelo é que as decisões importantes acabam por se nivelar às demais, prejudicando a agilidade e eficiência da maquina publica. 
De inicio, declarou que encerraria a guerra, provocada pela Russia, com a invasão da Ucrânia, em poucos dias.
Embora tenha dispendido esforços nesse sentido, a guerra continua ate hoje sem um fim. 
Também anunciou sua interferência na infame destruição da Faixa de Gaza pelo governo de Israel.
Conseguiu uma vitoria, com a trégua entre Israel e o Hamas, com a devolução dos prisioneiros, que o Hamas havia sequestrado.
Mas, não avançou na reconstrução daquele território, como também havia prometido faze-lo.
Nem acabou com as intermináveis ações militares praticadas por Israel, que continuaram apos a trégua.
Ainda, nesse primeiro ano, fez varias declarações de anexação de territórios aos EUA, como  a anexação do Canada, da Groenlândia e do canal do Panamá.
Nada avançou nesse sentido.
Agora, no final do ano, voltou com a ameaça de anexação da Groenlândia.
Vamos ver no que dará.
No plano econômico mundial, Trump, para demostrar seu poder, impôs um tarifaço a todos os países que exportassem produtos aos EUA.
Como esperado, ele obrigou as lideranças desses países a fazerem um beija mão, para negociarem com ele e obterem reduções nessas tarifas.  
Seu ego foi à estratosfera!
Nessa mesma toada impôs sanções econômicas à Índia, por desobedecer sua determinação de boicote a produtos exportados pela Russia, como uma das formas de pressão, que ele adotou, para obter o encerramento da guerra russa.
Nesse meio tempo iniciou pressão militar à Venezuela, enviando um poderio naval digno de uma guerra.
Conseguiu capturar o ditador Maduro, numa operação cirúrgica, e o prendeu nos EUA, para um julgamento, onde ele é réu por suposto comando de um cartel de drogas.
Isso sem ter que iniciar uma invasão militar à Venezuela, que quebraria sua promessa eleitoral de não expor a vida de militares americanos numa guerra.
Mesmo justificada, uma guerra colocaria Trump numa situação difícil perante a opinião publica.
O Congresso, de maioria de seu partido, eventualmente, poderia fazer  movimentos que resultariam em um pedido de impeachment contra ele.
Nesse sentido, agiu espertamente.
Ele sabe ate onde pode se arriscar.
Pode ter contribuído, também, as lembranças dos fiascos cometidos por presidentes anteriores, que envolveram os EUA em guerras, que traumatizaram o povo americano.
Trump, apos a derrubada de Maduro, ameaçou fazer o mesmo com o presidente da Colômbia e ameaçou invadir territórios dominados por traficantes no México.
Mas, acabou por abrir diálogos com os presidentes dos respectivos países e o assunto está parado.  
Suas ameaças continuaram à Cuba, onde chegou a afirmar que Marcos Rubio, seu Secretario de Estado, seria um excelente presidente de Cuba.
Com certeza, Trump deve estar engendrando uma maneira cirúrgica de fazer o mesmo que fez com Maduro, na Venezuela, para tirar do poder o ditador cubano Miguel Dias. 
Contra o Irã, ameaçou intervir, se houvesse continuidade de mortos no combate às manifestações de protesto contra a cruel e sanguinária ditadura teocrática, disfarçada de presidencialismo.  
Mas, ficou só na retorica, por enquanto.
Isso sem contar os problemas internos que tem que resolver, a exemplo de sua briga com o presidente do FED, que resiste, corretamente, a abaixar os juros, apenas porque Trump deseja isso.
Com tudo isso em jogo e muito mais, que acabei não relatando, é impossível um presidente completar as missões, que se impôs, com eficiência.
Muitas pontas continuam soltas e suas intervenções voluntariosas resultarão em retrocessos posteriores, quando ele encerrar o mandato.
Restará apenas a marca de um presidente que quis dominar o mundo, fez muito barulho, mas não conseguiu.




segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Escala de trabalho 6X1


Quando me deparo com argumentos de que se houver mudança na escala de trabalho 6X! será o fim do mundo, fico inconformado com a falta de conhecimento de historia por quem usa esse argumento.
Deve desconhecer que, no inicio da revolução industrial,na Europa, o trabalhador era um escravo...branco.
O trabalhador era obrigado a cumprir a jornada de 12 horas por dia, de domingo a domingo.
Aqui no Brasil a escravatura ainda era oficial...aos pretos
Sorte do trabalhador que existem os progressistas.
Ao longo do anos posteriores à revolução industrial, no Brasil, acabaram com a escravatura aos pretos, 
Os senhores de escravos ficaram inconformados com a perda de escravos.
Diziam que acabaria coo os negócios.
Não acabou. 
Mas, como vingança ao Império, que promoveu tal ato, apoiaram a proclamação da Republica, pelos militares.
E a vida adaptou-se a nova realidade e prosseguiu. 
No resto do mundo, conseguiram sensibilizar o estado e os empregadores que a situação de escravo dos trabalhadores não podia continuar.e foram feitas reduções daquela jornada. 
Voltando ao Brasil, na Republica, havia movimentos para enquadrar a jornada de trabalho a níveis praticados no exterior.
Foi apenas a partir de 1943 que passou a existir um limite máximo de horas a ser trabalhadas por semana, com a promulgação da CLT.
Esta estabeleceu como limite de trabalho 48 semanais e o descanso semanal remunerado, preferencialmente, aos domingos.
Podia haver horas extras, com a concordância do trabalhador, mas estas também eram limitadas e mais custosas.
Quando comecei a trabalhar, na década de 70, era comum o trabalho aos sábados e a jornada semanal ainda era de 48 horas, ou seja 6 dias por semana, sendo 8 horas diárias.
A tal escala 6X1..
A redução de 48 horas semanais para 44 horas aconteceu, somente, partir de 1988, com a promulgação da nova Carta Constitucional.
Mas, para muitas atividades, continuava a escala 6X1, sendo que, no sábado, o trabalhador era obrigado a trabalhar por 4 horas.
Outras atividades, por acordos sindicais, passaram a adotar a escala 5X2, distribuindo as 44 semanais ao longo da semana de segunda a sexta. 
O comercio, entretanto, manteve-se irredutível e manteve a escala 6X1.
Essa questão da escala 6X1 deve retornar à discussão politica no Congresso este ano.
Sou favorável a mudança para 5X2 e mais.
Sou favorável que se reduza a jornada para 40 horas semanais, ao invés das 44 horas atuais.
Na Europa, a media é de 36 horas semanais.
Os Países Baixos é ainda menor.
São 32 horas semanais. 
Nunca trabalharia no comércio, como empregado, no Brasil, que adota a escala. 6X1.
Ela funciona assim:
O empregado só tem 1 folga por semana.
E não são todos os domingos.
A folga é apenas 1 domingo por mês. 
As outras folgas são durante a semana.
É desgastante e impede que o trabalhador tenha uma vida "normal", comparado com quem trabalha em escritórios, que tem folgas nos sábados e domingos.
Não que o comercio deixara de funcionar sábados e domingos, como acontece com escritórios.
No mundo civilizado afora, foi possível conciliar uma escala mais humana sem prejuízo do serviço nos fins de semana.



domingo, 11 de janeiro de 2026

A força da vontade sobre os fatos.

 


 Quando o presidente George Bush foi induzido a decidir sobre a invasão do Iraque, para derrubar Saddam Hussein, era preciso ter uma  forte razão que justificasse tal ato.
 Na bastava a acusação de que Saddam financiava grupos terroristas, como a al Qaeda, pois não havia provas robustas.
 Foi preciso construir uma narrativa de que o Iraque se equipou com armas químicas de destruição em massa e que era uma ameaça a paz mundial.
 Para isso foi preciso envolver a OPAC - Organização para a Proibição de Armas Químicas, na época sob a direção do embaixador brasileiro Jose Mauricio Bustani.
 Bustani, dentro de seu estilo correto de pensar e agir, considerou que, antes de aceitar aquela narrativa, seria melhor negociar com o Iraque, para que este aderisse à Convenção sobre armas químicas e, na sequencia, fossem feitas inspeções para comprovar ou não a existência dessas armas naquele território.
 Com isso, seria evitado uma guerra.
 O governo americano entendeu que a proposta de Bustani estava atrapalhando os interesses americanos e solicitou sua renuncia, em 2002.
 O que ele descartou, não porque estava aguarrado ao cargo, mas por sua integridade moral e defesa da verdade.
 Ele sabia que a narrativa era fantasiosa.
 Diante disso, nos bastidores iniciou-se um processo para desmoraliza-lo, que culminou numa reunião dos membros da OPAC, que decidiu por sua destituição do cargo.
 Saiu derrotado, mas de cabeça erguida!
 Diante do respeito, que conquistou na diplomacia mundial, foi indicado para receber o premio Nobel da paz, em 2003!
 Para reforçar a narrativa, o general Colin Powell, então Secretario de Estado americano, pronunciou-se no Conselho de Segurança da ONU, afirmando que o Iraque possuía armas químicas e biológicas, baseado em solidas informações que teve acesso.
 Diante disso, em março de 2003, os Estados Unidos, junto com outros países aliados, invadiram o Iraque e derrubaram Saddam Hussein.
 Apos essa guerra, constatou-se que, realmente, a narrativa era mentirosa. 
 O Iraque não detinha armas químicas!
 Fica aqui minha homenagem ao brasileiro Bustani que honrou, com dignidade, suas decisões.
 Estou relembrando esses fatos para que fique claro como funciona o mundo.
 Quando ha interesses em jogo, vira um vale tudo.
 Destrói-se reputações despudoradamente.
 As decisões do presidente dos EUA, como de qualquer pais, se baseiam nas informações que ele recebe.
 Foi o que aconteceu, por exemplo, com Trump, em 2025.
 Ao receber informações imprecisas, mas que lhe agradaram, passadas por brasileiros, que não tinham o mesmo caráter de Bustani, impôs sanções ao Brasil.
 Quando a vontade de aceitar aquilo que você acredita é maior do que enxergar os fatos, se está diante da certeza de ser enganado.
 Trump foi enganado.
 Mas para não dar recibo e sair por cima, veio com aquela conversa de que sentiu uma "química" com Lula.
 Olha a química envolvida, de novo, com brasileiro.
 Desta vez, a química fez o presidente dos EUA reverter a maioria das sanções aplicadas ao Brasil.
 Agora, no caso da Venezuela, apesar de que é sabido que Maduro é um ditador cruel, implacável e sanguinário, semelhante a Saddam Hussein, não havia uma razão que ameaçasse a paz mundial.
 Tratava-se de um lastimável problema local.
 Mas, havia em jogo o petróleo, de interesse do mercantilista Trump.
 Para justificar a retirada de Maduro do poder,  foi necessário criar a narrativa de que Maduro era líder de uma organização de narcotraficantes chamada Cartel de Los Soles, que enviava toneladas de drogas para os EUA e ameaçava os coitados usuários americanos.
 Ate ataques destrutivos a barcos venezuelanos, que, supostamente, carregavam drogas para os EUA, foi explorado como prova da narrativa, com cenas televisivas da marinha americana em ação. 
 Diante disso, estava justificada a remoção de Maduro do poder e sua prisão nos EUA.
 Entretanto, logo apos, descobriu-se que o tal Cartel, na verdade era uma rede de corrupção do alto escalão das forças armadas venezuelanas e que o nome Los Soles era em razão das insignias dos generais ser sois e não estrelas.
 É impressionante a criatividade  e ma informação dos formadores de opinião do alto comando americano!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

A hipocrisia acabou?



Não tolero hipócritas
Gosto da transparência e da verdade.
É fato que, muitas vezes, para não ferir suscetibilidades, temos que agir com uma dose de hipocrisia complacente, mas, sempre preservando o que achamos como moral é ético. 
Na politica, sempre houve o uso da hipocrisia em suas diversas manifestações como de manipulação, inconsistência, complacência, moralista e a de culpa.
Embora irritante, em vários casos, mas essa hipocrisia impunha, a eles próprios, um limite, que não ultrapassavam, por temer a opinião publica.    
Mas, diante do que assisto hoje, tanto no Brasil, como no mundo afora, percebo que muitos deixaram de ser hipócritas e isso me assusta.
Explico.
Aqui no Brasil, os políticos e altos funcionários públicos, com poder decisório, passaram a falar e agir como pensam, em especial, contrários a moral e ética, sem hipocrisia e sem limites!  
Ha vários exemplos, entre eles, o ministro Toffoli, que viajou de avião junto com o advogado do banco Master e, em momento algum, sentiu-se constrangido com suas ações anti éticas no Tribunal.
Interessante que a opinião publica, embora demonstre uma certa indignação, também aceita, sem se mexer para reprimir tais atitudes.
Como se isso fosse o novo normal.
Se for elencar as faltas de hipocrisia de Trump, a lista seria enorme.
Fala tantas barbaridades, como seu seguidor brasileiro, que esta preso por tentar dar um golpe de estado, e tudo bem. 
A captura de ditador Maduro, por exemplo, foi explicita.
Interesse em controlar o petróleo venezuelano.
Não houve nenhuma fala hipócrita de que o objetivo era restaurar a democracia naquele pais.
Mas a ultima foi ultrajante.
Tanto ele como seu vice Vance, afirmaram que a mulher americana morta pelo ICE, em Minnesota, quando tentava fugir deles e foi covardemente morta com 3 tiros direcionados à sua cabeça, morreu por culpa dela!
Não houve nenhuma palavra de lamento sobre o ocorrido e nenhuma promessa, mesmo que não o fizessem, de apurar o caso com investigações.
Como, talvez, um hipócrita, que pensa como eles, dissesse.
Sentenciaram-na como culpada e o criminoso como inocente.
E o apoiaram!!
Na cara dura!
Não que a hipocrisia mudasse o resultado da fatalidade.
Mas, mostraria um respeito ao limite da arbitrariedade, para, no minimo, impedir que cometam excessos.
Essa turma do andar de cima, fala e age como se não existissem mais barreiras para impedi-los de falar e agir dentro do razoável.
Hoje, Trump e sua turma não tem limites.
Onde isso vai dar?  



quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Liquidação do Banco Master e o mistério de seu protecionismo.

 



Já foram liquidados, no passado, vários grandes bancos.
Apenas como citação:
Banco Nacional, Bamerindus, Comind, Econômico, entre outros.
Nenhuma dessas liquidações movimentaram tantas instituições constitucionais para defender qualquer um deles, com tanta veemência, como esta acontecendo com a liquidação de um banco sem a expressão que os citados tinham.
É intrigante como o ministro do TCU, Jhonatan de Jesus, pretendeu investigar a ação técnica operacional do Banco Central, na liquidação do Master, inclusive avaliando sustar a liquidação, sem ter competência para isso.
Cabe ao Poder Judiciário, se provocado, julgar a legalidade ou não da liquidação.
O TCU, que apesar ter o nome iniciado por tribunal, sem o se-lo, como entendemos a etimologia da palavra, pois não é constituído por juristas, mas, predominantemente, por políticos, muitos oriundos do Congresso, nomeados pelo presidente da Republica, com o aval do Senado ou indicados pelo Congresso e nomeados pelo presidente, queira se postar como um Tribunal de Justiça.
Sua função é fiscalizar a administração direta e indireta da União, para garantir a legalidade das ações administrativas, que envolvem a área econômica e operacional.
Não podem, por exemplo, contestar a técnica adotada numa construção.  
Aliás, não é de hoje que Tribunais de Contas interveem nas ações de prefeitos e governadores eleitos, por suspeitas de ilegalidade, suspendendo, liminarmente, os efeitos de ações governamentais, que, depois, são verificadas inconsistentes e liberadas, provocando atrasos e aumento do custo das ações governamentais.
Suspeita-se que, assim o fazem, com interesse politico eleitoral.
Para não dizer mal feitos que atendem interesses de terceiros.
Mas, o alvoroço não fica apenas no TCU.
O Supremo, que também não tem competência de julgar nada alem da constitucionalidade de decisões jurídicas, através do ministro Dias Toffoli, puxou para si o julgamento, que transitava em esferas inferiores por envolver fraudes no Master, apuradas pelo BC e investigadas pela Policia Federal. 
Isso apos ter voado junto com um advogado do Master para assistir um jogo de futebol.
Pior, decretou sigilo!
Isso sem esquecer do contrato milionário entre o banco Master e o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes, sem explicações defensáveis.
Para completar a blindagem, foram contratados influenciadores, que, em seu dia a dia, estão mais interessados em fofocas, para defender o Master e detratar o BC! 
O fato é que por trás disso tudo ha um emaranhado de políticos e funcionários públicos graduados envolvidos na fraude praticada pelo Master.
Como explicar tantas aplicações de fundos de pensão em investimento de alto risco?
Todo gestor de bens de terceiros sabe que é importante buscar uma rentabilidade boa para o investimento que faz.
Mas, acima de tudo, deve ter cautela para não expor o capital de terceiros em risco.
O fato é que a opinião publica esta indignada com tudo isso.
Não aguenta mais ver tanto envolvimento indevido naquilo que funciona, como acontece com o BC.
Aguardo os desdobramentos, mas, lamentavelmente, acredito que a liquidação continuará e as responsabilidades dos envolvidos acabara em pizza!




quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

O poder do mais forte e o coitadismo.



A natureza é implacável.
O mais forte domina e os demais do grupo acatam sua liderança forçada sem reagir.
No ser humano essa regra também vale.
Principalmente quando os humanos viviam em pequenos grupos isolados.
Mesmo havendo a submissão dos "fracos", que, inclusive, defendiam o poder exercido pelo mais forte, surgiram dissidências, não pelo confronto de forças, pois perderiam, mas através da persuasão discreta, para obterem algumas vantagens, que antes eram impossíveis.
Não sei precisar em qual momento da evolução isso aconteceu.
Suponho que aconteceu a partir do momento da união dos grupos em sociedades estruturadas.
A religião sempre esteve presente nos grupos, para explicar os fenômenos da natureza, a quem atribuíam como deuses; para justificar suas consequências e para sugerir como agradar aos deuses, para que tivessem, por exemplo, boa colheita.
Talvez a semente da contestação ao mais forte tenha surgido com a religião.
Depois, com a formação de sociedade a religião se estruturou como uma forma paralela de poder, para ela exercer suas vontades, mas sem se opor diretamente ao mais forte.
Havia uma simbiose conveniente. 
Enquanto o mais forte dominava pela força bruta a religião impunha  a submissão ao povo através de uma força invisível, conhecida desde o inicio da humanidade, que foi se transformando, mas sem nunca deixar de ser deuses.
Para angariar adeptos, oferecia clemenciaem nome dos deuses, para os "fracos" e, quando convinha a ambos, aos mais fortes.  
O problema dos mais fortes foi a hereditariedade.
Nem todos os herdeiros tinham a mesma determinação do originário.
Por outro lado, como aumentou muito o numero de "fracos", acabou surgindo lideranças entre eles, que tinham acesso aos mais fortes e aos religiosos.
Com isso, alguns herdeiros perderam o poder, que foi tomado por um mais forte entre os "fracos", sem o uso da força bruta, mas com o uso das palavras.
Quando o faziam com uso da força  eram o que chamamos de ditadores.
Os "fracos" mais habilidosos, quando não estavam no poder, criaram o que chamamos de opinião publica.
A opinião publica era uma terceira força de poder, que, dependendo do mais forte, tinha maior ou menor capacidade de oposição.
Só não conseguiam se opor à religião, pois essa era inflexível, através de seus dogmas rígidos.
Ao longo do tempo, os "fracos" perceberam que o coitadismo sensibilizava os mais fortes e a própria religião, como a conhecemos hoje.
Aquele que demonstrasse  ser mais fraco do que era, obtinha concessões que o "normal" não conseguia.
Porque elaborei toda essa teoria?
Para explicar o que vemos na politica.
Quando a direita, através da ditadura militar, estava no poder, a esquerda radical, que se rebelou e, através das armas, tentou, sem sucesso, derrubar a ditadura, com o retorno à democracia, mesmo tendo os dois lados sido anistiados, se postou como coitadinha.
Com governos de esquerda sendo eleitos, sentiram mais fortes e, no exercício dessa força, fizeram com que os coitadinhos radicais deles recebessem indenizações desses governos.
Na sequencia entrou no poder uma direita mais radical, que acabou não conseguindo se manter no poder.
Com isso, a esquerda voltou de novo ao poder.
A direita radical também tentou impedir o governo eleito, através de um golpe de estado mal sucedido e seus componentes acabaram presos.
Como de sempre, o coitadismo ressurgiu.
Clamaram pela anistia dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Conseguiram uma revisão da dosimetria das penas, que a esquerda, agora, não mais no papel de vitima, não aceita.
O líder dessa intentona, Jair Bolsonaro, também apelou ao coitadismo.
Mesmo com os efeitos, que lhe prejudicaram a saúde, apos a facada, que foi acometido, enquanto era presidente, exibia sua força masculina.
Bastou ser preso, mudou a postura e, agora, exibi-se como vitima da crueldade  do seu julgador. 
Vivemos um mundo de coitadismo.




domingo, 4 de janeiro de 2026

Soberania nacional?



Depois que o presidente Trump impôs sanções econômicas ao Brasil e a aplicação da Lei Magnitsky ao Alexandre de Moraes, surgiu uma indignação contra essas medidas, por parte da sociedade brasileira, liderada por Lula, que hasteou, em praça publica, a bandeira da soberania nacional.
Soberania nacional que simboliza a independência do Brasil, perante o mundo, sem interferência externa e a autonomia politica nacional, através das instituições republicanas exercidas, de maneira independente, pelas instituições constituídas pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Belo discurso!
Como sempre, na pratica a teoria é outra.
Falo especificamente da autonomia politica!
Como podemos aceitar essa teoria se, na pratica, o Supremo, que, no passado, travava embates com o então presidente Bolsonaro, interveio no processo eleitoral das eleições a presidente, em 2022! 
Como resposta aos embates, o Supremo, de canetada, anulou a condenação de Lula, para permitir que este concorresse com Bolsonaro, pois ele era, segundo a visão do STF e, posteriormente, confirmada, o único candidato que venceria Bolsonaro.
Naquele momento foi ferida a autonomia da politica nacional, mas a sociedade aceitou tal medida, passivamente, pois havia algo mais nobre, que justificava tal medida.
Bolsonaro mostrou-se um mau caráter durante sua gestão, quando lamentou que a ditadura militar não matara  todos os presos e torturados; quando disse "eu não sou coveiro" em reação aos 700 mil mortos pela Covid, entre outras barbaridades ditas por ele.
Não merecia, mesmo, ser reconduzido ao cargo de presidente, por isso perdeu a eleição.
Levaria paginas e mais paginas para escrever outros casos nacionais que demonstram que a nossa soberania esta corroída.
Vou resumir nas seguintes questões:
No Executivo, Lula nomeou um Ministro  da Previdência, que permitiu a visível roubalheira do INSS. Só não viu quem era cúmplice.
Lula agiu com irresponsabilidade, colocando nos Correios uma diretoria incapaz, que provocou prejuizo bilionário à estatal.
E ficou por isso mesmo.
Continua presidente e candidato a reeleição, com chances de vencer.
No Legislativo, o Congresso não cumpriu sua obrigação de fiscalizar aqueles problemas do Executivo e brincou de fazer CPI, que terminam em pizza.
Mas, fez pior.
Focou seu trabalho em abocanhar mais e mais verbas para financiar partidos  políticos e as eleições, além de pegar uma fatia importante do Orçamento Publico para suas emendas parlamentares, cuja destinação está sob suspeita de corrupção.
No Judiciário, o Supremo ultrapassou suas atribuições constitucionais, invadindo atribuições do Legislativo, ao promulgar Leis, que entende que deveriam ser feitas.
Não satisfeitos, ministros do Supremo aceitam, tranquilamente, que parentes seus, de primeiro grau, atuem em escritórios de advogacia, que defendem empresas, que estão sendo julgadas nesse Tribunal.
E tem gente que acredita na soberania nacional brasileira!
O fato é que estamos impotentes, diante dessa falsa democracia, e não sabemos como quebrar essa "ditadura" institucional.
Engana-se quem, elegendo qualquer candidato a presidente, que não seja o Lula, acredita que será mudada toda essa situação.
Não vai.
Uma andorinha não faz verão.
Por outro lado, não vejo nos pre candidatos, que se apresentaram, nenhum líder de massas capaz de conduzir o pais para uma reforma. 
Então, será preciso haver uma renovação no Legislativo.
Um Legislativo bem configurado, por ter o poder de fazer Leis, poderia ser o caminho para implementar as mudanças necessárias.
Mas, isso é impossível.
Os "donos" dos partidos manipulam o cardápio de candidatos.
Só permitem que participem quem eles quiserem.
Impedem a entrada de novos políticos, em absoluta  afronta a democracia.
Na Venezuela estava pior.
A oposição foi arrasada.
Houve uma numerosa fuga da população para encontrar destinos, que melhor os acolhessem. 
Por isso, apoiei a intervenção dos EUA na Venezuela, derrubando Maduro.
Papo furado esse de que foi quebrada a soberania nacional.
Que soberania?
A ditadura de Maduro dominava todas as instituições, alem das forças armadas.
Não havia mais soberania nacional interna na Venezuela.
Sei que as chances do povo venezuelano recuperar sua soberania são remotas.
Nas outras intervenções, que houve no mundo, o resultado foi ruim.
Mas, o primeiro passo foi dado.
Será preciso que Trump continue disposto a combater os criminosos, que continuam ativos, para tira-los do poder, em especial nos cargos chaves da maquina de governo venezuelano.
Quanto ao povo venezuelano, este precisa acordar da letargia, que foi submetido ha anos.
Por aqui, por enquanto, depende apenas de nós!

sábado, 3 de janeiro de 2026

Finalmente, Maduro cai!



O perfil de todo ditador no poder é semelhante.
Todos acreditam que nunca serão derrubados.
Usam de todos argumentos possíveis para demonstrar sua invencibilidade.
Utilizam, sempre, da retórica religiosa para legitimar seu governo, dizendo que estão
no poder sob a vontade divina. 
Com isso angariam apoio da população, que é majoritariamente religiosa.
Hitler dizia que era a Providencia que o mantinha no poder.
E provou isso quando, apos tentativa de assassina-lo na Toca do Lobo, onde estava reunido com a nata dos militares, sobreviveu!
Maduro fazia o mesmo.
Dizia que fora escolhido por Deus para a missão de governar o povo da Venezuela.
Essa crença da invencibilidade cega todos eles.
Maduro teve todas as oportunidades para abandonar o poder e se exilar em algum pais que o abrigasse e viver, tranquilamente, com a fortuna que acumulou.
Mas, desafiou a obstinação de Trump de tira-lo do poder.
Deu-se mal.
Foi capturado pelas forças especiais americanas, que estão levando-o para julgamento como narcotraficante nos EUA.
Vai pegar uma cadeia por bons anos.
O único ditador que quebrou essa regra foi Jean Claude Duvalier, conhecido como Baby Doc, que aceitou sua derrota, negociou sua saída e, em 1986, embarcou em um avião da força aérea americana para o exílio na França.
Ele foi herdeiro da ditadura sanguinária de seu pai, François Duvalier, o Papa Doc, um medico, que chegou ao poder no Haiti, entre outros fatores, por suas ações profissionais junto a maioria preta, que vivia no campo, mas não tinha a mesma habilidade politica e maldosa do pai. 
Maduro, também, não tinha a mesma habilidade politica de Chaves, que o antecedeu.
Mas, tinha uma mão de ferro poderosa.
Aproveitou e manteve a estrutura de poder militar construída por Chaves, massacrou a oposição com prisões, sem obedecer os protocolos legais, matando alguns de forma cruel.
Sua sustentação no poder era pelo terror. igual fazia Papa Doc.
Seu descaramento foi tal que fraudou o resultado da ultima eleição, que perdera,  e, sem constrangimento nenhum, declarou-se vencedor.
Maduro faz parte da safra de ditadores, que vivem sob a regência da corrupção em todas as instituições de poder, que em decorrência disso o apoiam.
Com todo poder que tinha, foi um péssimo administrador.
Mesmo tendo o petróleo, que em outros países, levou estes a riqueza, a Venezuela foi um pais submetido a uma crise econômica de tal grandeza, que a maioria da população ficou pobre, sem alimentação, sem medicamentos,  sem amparo social condizente e submetida, constantemente, a violação dos direitos humanos.
Razão pela qual teve um êxodo de mais de 7 milhões de pessoas, que migraram para o exterior.
Apesar das tentativas de negociação, Maduro não entendeu que sua queda foi um "test drive" para Marcos Rúbio, um cubano, cuja família teve que se exilar nos EUA, quando Fidel tornou-se ditador de Cuba.
Rúbio, atual Secretario de Estado dos EUA, agora, dever focar no próximo alvo:
Cuba!
Durante toda a vida ele quis derrubar o regime cubano.
Tem essa chance em suas mãos.
A esquadra dos EUA já estão próximas.
E só se posicionar.
Essa novela não tem fim.
 


 





sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

A controvérsia sobre Estatais.




As estatais sempre estiveram presentes nos governos do Brasil.
E os estados e municípios gostaram tanto da ideia, que criaram suas próprias.
Quando ainda era colonia de Portugal, foi fundada, em 1604,  a Casa da Moeda e, em 1663, os Correios.
Com a vinda da família real portuguesa, que transferiu a sede do governo português para o Brasil,  o príncipe regente D. João VI fundou o Banco do Brasil, em 1808. 
Durante o Império, foi fundada a Caixa Econômica Federal, em 1861.
Na Republica, na ditadura do governo Vargas foram criadas a CSN - Companhia Siderúrgica Nacional, em 1941 e a Vale do Rio Doce, em 1942. 
Quando Vargas retornou como presidente foi fundada a Petrobras, em 1953, além de plantar, em 1954, a semente para a criação da Eletrobras, que foi, aprovada pelo Congresso em 1961, mas, efetivamente, foi fundada em 1962, no governo de João Goulart.
As estatais foram criadas em consequência de alguns fatores econômicos e políticos.
Sob o aspecto econômico, no passado, não havia empreendedores nacionais com capacidade de investir em grandes negócios.
Os que estavam dispostos a serem empreendedores começaram com pequenos negócios.
A maioria começou com poucos recursos, aproveitando-se de oportunidades, que o mercado consumidor oferecia.
O tipico exemplo foi Matarazzo, um imigrante italiano, que chegou ao Brasil em 1881.
Começou como mascate na região de Sorocaba e percebendo a oportunidade de produzir e vender banha de porco, prosperou e teve uma ascensão empresarial rápida e conseguiu construir um império industrial.
Ha vários outros exemplos.
Como o avô da minha esposa, Niasi Abdo, filho de imigrante libanês que, apos perder o emprego de contador, em 1932, e enfrentando dificuldade para encontrar outro emprego, para manter a família, que recentemente constituíra, começou a vender grampos e redes de cabelo. 
Rapidamente expandiu seu negocio, fundando a fabrica NIASI e se tornou um empresario de sucesso no mercado de cosméticos, tendo permanecido como líder do nicho de mercado por anos. 
Sob o aspecto politico, durante a ditadura Vargas, este adotou uma postura nacionalista avessa a atração investidores estrangeiros.
Os poucos que se aventuraram por aqui, tentaram fazer investimentos em infraestrutura, mas tiveram perdas, ate com estatizações.
Quem, realmente, entendeu que trazer investidores traria junto desenvolvimento mais acelerado ao Brasil foi o presidente Juscelino Kubitschek, que atraiu industrias multinacionais, tendo como carro chefe o setor automobilístico.
Durante a ditadura militar, que começou em 1964, apesar de ser de direita, adotou a mesma doutrina, abraçada pela esquerda e por Lula, de que a estatização é o melhor modelo para o desenvolvimento do pais.
Assim foram constituídas estatais nas industrias de base, infraestrutura logística e de serviços essenciais, como saneamento e energia elétrica.
Foram fundados dezenas de estatais, sendo as mais conhecidas a Embraer, em 1969, a  Telebras em 1972, a Embrapa, em 1973, que foi a estatal que elevou a agricultura brasileira a um patamar, que possibilitou, já alguns anos, que o Brasil virasse o celeiro do mundo e fosse um dos mais importantes componentes do PIB nacional.
Apos o termino da ditadura militar, a centro esquerda, através do PSDB, assumiu um projeto de desestatização no governo Fernando Henrique Cardoso.
O exemplo clássico de sucesso foi a privatização das comunicações.
No passado, para se ter uma linha telefônica fixa era preciso pagar caro.
Os então recentes aparelhos celulares eram custosos.
Com a privatização, surgiram algumas empresas privadas de telefonia, criando uma saudável concorrência.
Assim, já ha algum tempo, você pede a instalação de um telefone fixo e no dia seguinte a linha é instalada gratuitamente.
Os celulares tornaram-se populares e todo mundo tem pelo menos um.
Então, por que não se privatiza tudo aquilo que o governo não precisa administrar?
Embora as estatais tenham cumprido seu papel dentro das expectativas, elas foram o único modelo possível para o desenvolvimento econômico do Brasil, no passado, como foi dito antes.
Mas a partir do final da ditadura e do inicio da Nova Republica, os políticos começaram um processo de tornar as estatais em cabides de emprego e distorcer seus objetivos
Com isso, muitas delas perderam produtividade e começaram a dar prejuízos, como acontece com os Correios, que acumulam um prejuízo bilionário. 
Mas, não é só Lula que quer a estatização.
Afinal ha um Congresso com força e poder para obrigar a privatização e reduzir o numero de estatais para o minimo necessário a atender os interesses nacionais.
Só que não ha interesse em faze-lo.
Perderiam suas indicações para ocupar os diversos cargos, cuja unica função é abrigar apadrinhados.
A conclusão que chego é que a maioria da população é a favor das estatais.
Afinal é ela quem elege os políticos, que la estão.
Tem mais.
Os Congressistas criaram a pior das "estatais".
O financiamento publico das campanhas eleitorais que, para ser aceito pela população, diziam que servia para combater a corrupção, que havia com o financiamento privado das eleições. 
Na verdade, isso só favoreceu os "donos" de partidos políticos, porque a corrupção continua.
Esses "donos", com esses recursos, dominam os partidos e restringem a possibilidade de novos candidatos.
Observe que são sempre os mesmos, ou os herdeiros dos titulares, que estão na lista de candidatos.
Não ha renovação politica!
Ha bem mais a se falar sobre o tema, como, por exemplo, a Justiça do Trabalho, o TSE, que deveriam ser reestruturados, pois cada um a seu modo, distorcem a democracia.
Graças a essas "estatais" vivemos uma falsa democracia.